Fernando KasKais Photography

10 Lições que aprendi com Kandinsky

© Fernando Kaskais

10 Lições que aprendi com Kandinsky

Kandinsky tem algumas das mais sublimes combinações de cores, formas abstractas e ideias práticas e místicas sobre arte. Aqui estão 10 lições que aprendi com ele:

  1. Música e Pintura

Aprecio imenso a música, a música é a voz da alma. Kandinsky compara muito a música com a sua pintura. Gosto essa ideia de tentar criar “vibrações na alma” com a nossa arte, seja a pintura ou a fotografia. Uma maneira de estimular o lado artístico que (em principio), qualquer pessoa tem, é ouvir música, muita, e boa música, de preferência, com qualidade, se possível clássica. Claro que isso depende do gosto de cada um, mas todos sabemos que há “música”, e MUSICA, e infelizmente há “música” que, não inspira ninguém, antes pelo contrário.

  1. O vazio é beleza

Diz Kandinsky – “Uma tela vazia é uma maravilha, muito mais bonita do que certas imagens.” Não deixa de ter razão. No que me diz respeito, tenho uma grande apetência pelo minimalismo, procuro simplificar o mais possível as minhas imagens, há fotografias que não precisam de muitos elementos para se tornarem poderosas e expressivas. Há fotógrafos que tem horror ao vazio, e até compreendo isso, mas é um medo que não tem razão de ser. É uma questão de hábito. Ou de gosto.

© Fernando Kaskais

  1. Treine o seu espírito artístico

O espírito (ou a mente), assim como o corpo, pode ser fortalecido pelo exercício frequente. Assim, como o corpo se torna mais fraco quando é negligenciado, assim acontece com a mente se não for treinada regularmente. Se alguém é escritor, então deve escrever todos os dias. Se for pintor, deve pintar todos os dias. Se é fotógrafo, deve fotografar todos os dias. Se não o puder fazer, então deve fazer algo relacionado com a sua arte. Ler, desenhar ou editar.

  1. Não prestar atenção aos críticos

A maior parte das pessoas que vê fotografia, não a aprecia nem a percebe enquanto arte. Então, nos dias de hoje, a “fotografia” está tão massificada, tão “vulgarizada” que qualquer um com um telemóvel é fotógrafo. Produzem-se milhões de imagens por dia. Imagens, essas, que no dia seguinte já estão esquecidas. Os “apreciadores” admiram a qualidade estética e a técnica fotográfica, da imagem que vêem, os outros ficam-se pelo “linda” ou “esplêndida”, ou pior ainda, pelo mais moderno “like”.

© Fernando Kaskais

  1. De onde vem a arte?

A verdadeira obra de arte nasce “através” do “artista”, é uma criação misteriosa, enigmática e mística. Separa-se dele, adquire uma vida autónoma, torna-se uma personalidade, independente, animada com uma respiração espiritual. Quando fotografo, não penso em fazer fotografias artísticas. Sou apenas um meio, ou uma ferramenta para criar algo que pode ser (ou não) arte. Não penso na fotografia como algo que me pertence e que vou expor. Tento retirar o meu ego da “arte”.

  1. O que tem a dizer através da sua fotografia?

O artista (fotógrafo) deve ter algo a dizer, pois o domínio sobre a forma não é o seu objectivo, mas sim a adaptação da forma ao seu significado interior. Como fotógrafos, não devemos estar apenas a fotografar coisas. Devemos fazer sentido. O que estamos a tentar dizer? Que tipo de significado estamos a adicionar à experiência humana?

© Fernando Kaskais

  1. A necessidade aguça o engenho

Existem muitas formas diferentes de arte que são igualmente boas. A necessidade aguça o engenho. Os peixes que vivem em grandes profundidades não têm olhos. O elefante tem uma tromba. O camaleão muda de cor, e assim por diante. O artista adapta-se e usa aquilo que tem. Não existe uma “arte” melhor do que a outra. A pintura não é melhor que a escultura, a arquitectura ou a fotografia. Assim como, a fotografia não é melhor em filme do que em digital. É simplesmente diferente. Toda forma de arte é distinta. Devemos ser flexíveis com a forma de arte que praticamos, e concentrarmo-nos em fazer o melhor possível com os meios que usamos.

  1. Movimento

Para criar imagens mais interessantes, crie cenas mais dinâmicas, trabalhando as linhas, as formas, e o movimento. A linha geométrica é uma coisa invisível.  É criado pelo movimento, especificamente através da destruição do repouso de determinado ponto em relação a outro.  As forças que transformam o ponto numa linha podem ser muito diversas. A variação das linhas depende do número dessas forças e das suas combinações.

© Fernando Kaskais

  1. A composição é a “soma das tensões organizadas”

Se as imagens não têm tensão, não há interesse, logo não há composição: – O conteúdo de uma boa composição, não é senão a soma das tensões organizadas. Deste ponto de vista, pode-se descobrir a identidade básica das regras de composição em todas as artes, aceitando sempre que as artes só podem representar o seu objecto materialmente por meio de acções organizadas. Hoje, pode-se assumir com segurança que as raízes das leis da composição são as mesmas para a arte e para a natureza.

  1. Estude

Já frisei este ponto em artigos anteriores, a necessidade de estudar. Estude mais arte, como um todo, não se limite à fotografia. Estude pintura, arquitectura, escultura, ouça música, estude os clássicos e os contemporâneos, procure educar o olhar, mesmo com coisas que aparentemente não tem nada a ver com a fotografia. Os olhos agradecem, e mais tarde, as imagens que produzir também. Se não o fizer será muito difícil evoluir como fotógrafo. Boa sorte.

F. Kaskais Photography

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this:
close-alt close collapse comment ellipsis expand gallery heart lock menu next pinned previous reply search share star