Fernando KasKais Photography

Felizmente Sou Amador

© FERNANDO KASKAIS

A filosofia de vida de um fotógrafo envolve duas coisas: – Descobrir o que quer fotografar, ou, as suas motivações, e descobrir como quer apresentar isso, ou, o seu estilo. De resto, não precisa de afirmação, nem de confirmação. Não é por acaso que, depois de parar de se preocupar com algo, o fotógrafo se sente cada vez mais livre em relação ao que pode fazer. Esse é o dom, e, a “maldição”, que o amador tem em comparação com o profissional. Fundamentalmente, não há necessidade de o amador se importar com o que os outros pensam sobre o seu próprio trabalho, embora, paradoxalmente, a maioria o faça, mais intensamente do que o profissional, cujo salário depende da confirmação do cliente. É também por isso que 99% do conteúdo online existe: a maioria das pessoas está á procura da confirmação de que as decisões que tomou estão certas, sejam elas criativas ou técnicas. Ou, está á procura de ideias sobre para onde ir, ou sobre o que deve fazer a seguir. Muito poucas pessoas podem dizer que realmente não se importam com o que os outros pensam; Isso requer uma personalidade extremamente confiante, e um forte estado de espírito para se elevar acima da gratificação imediata.

Existe um estranho mecanismo de recompensa, quando o que expomos recebe um julgamento sumário de pessoas aleatórias que não conhecemos, mas a quem atribuímos peso demais. Elas decidem se o fotógrafo é digno de um “gosto” e, de alguma forma, isso carrega uma correlação com a auto-estima.  É claro que isto não tem sentido lógico, quando expresso nestes termos; ainda assim, isso não impede as pessoas de expor e ansiar por um “like”. Se dá prazer a alguém postar imagens no Instagram e no Facebook, e ler, e responder aos comentários críticos, conhecedores ou ignorantes, esse alguém, deve interrogar-se, se isso não é mais obrigação que prazer. Se é obrigação, não faz sentido, pois, o amador realmente só precisa de se preocupar com o que ele próprio pensa honestamente sobre o seu trabalho. Não há necessidade de se preocupar com o que os outros pensam; ele está apenas a produzir trabalho para si mesmo. Provavelmente é melhor não se distrair com as ideias dos outros por um motivo: pode ser desencorajado antes de alcançar os resultados que imaginou. Quanto mais difícil for a visão, maior será a probabilidade de estar desligado de tudo o resto, e maior é a probabilidade de ser julgado e incompreendido. O profissional só precisa de se preocupar com a opinião do cliente, pois é ele quem paga as contas, o resto é só barulho. O amador, não precisa de se preocupar com nada, muito menos com o barulho.

F. Kaskais Photography

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