Cornfield Highway

© Fernando Kaskais

 “Anything that excites me for any reason, I will photograph; not searching for unusual subject matter, but making the commonplace unusual.” – Edward Weston

 

© Fernando Kaskais

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Quanto Menos “Realidade” Numa Foto, Melhor!

© Fernando Kaskais

Quanto Menos “Realidade” Numa Foto, Melhor!

“Photographers mistake the emotion they feel while taking the picture as judgment that the photograph is good.” – Garry Winogrand

Uma imagem vale mil palavras? Uma foto consegue (ás vezes) ser mais “real” do que a própria realidade? Tem dias! E tem situações! Umas vezes sim, outras não, ou seja, quanto menos “real” é a fotografia, mais interessante se torna. Como fotógrafos não temos necessariamente que fazer constantemente fotografia “híper realista”, em que tudo esteja muito bem definido, e seja facilmente percebido. Nada nos impede de ver o mundo como artistas, de fazer fotos que falhem, ou distorçam a “realidade”. Coloco a palavra “realidade” entre aspas porque aquilo a que chamamos realidade não existe. Existe sim, uma, ou várias, interpretações possíveis, dessa infinita teia de átomos que se formam constantemente á nossa volta.

Podemos olhar para ela como um pintor cubista, ou surrealista, podemos distorcê-la usando grandes angulares, podemos vê-la a preto e branco, etc. Picasso usou o cubismo para tentar mostrar o seu universo interior através das suas pinturas. Nós podemos usar a câmera para mostrar a nossa visão do mundo, mas, temos que nos lembrar que não vemos o mundo como uma câmera o vê. Temos dois olhos, a máquina só tem um, vemos automaticamente a profundidade de campo, a máquina não vê. Se fotografar com uma lente de 28 mm vejo um mundo diferente, do que se fotografar com uma de 50 mm. O problema é que por vezes confiamos mais na “realidade” da lente, de que nos nossos próprios olhos. Há quem diga que vemos o mundo mais ou menos como uma lente de 50 mm.

Sabemos que a “visão do mundo” é diferente de pessoa para pessoa, uns vêem muito bem ao longe, outros nem por isso, uns são míopes, outros daltónicos, uns tem uma boa visão periférica, outros tem visão em túnel. No fundo, cada um vê o mundo á sua maneira, de uma maneira única, e irrepetível. Assim, queiramos ou não, quando fotografamos, não estamos a tentar mostrar a realidade objectiva, estamos a criar a nossa própria realidade. A nossa própria visão da coisa fotografada. Por exemplo, a realidade não é monocromática, quando fotografamos a preto e branco, estamos a criar a nossa versão da “realidade”. Nós mudamos a realidade com a velocidade, e com a abertura, alterando a profundidade de campo e a nitidez daquilo que é fotografado.

Conclusão: Há fotografias que pedem uma abordagem “real”, nua e crua, quer seja pelo seu tema, quer pelas circunstâncias envolventes. Há outras, que ficam mais interessantes quanto mais se afastam daquilo que chamamos “real”. Podemos fazer como quisermos, e até das duas maneiras, tendo em mente que a arte torna-se mais interessante quando mostramos a “realidade” de uma maneira diferente, única ou nova. Não é por acaso que o ser humano tem uma grande atracção por drogas, e álcool. Torna a realidade menos chata, e mais divertida. Boas fotos .   

 

© Fernando Kaskais

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Fitnessphobia

© Fernando Kaskais

“You don’t study photography, you just do it.” – Elliott Erwitt

© Fernando Kaskais

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The Beast

© Fernando Kaskais

“It’s about time we started to take photography seriously and treat it as a hobby.” – Elliott Erwitt

 

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Zebra Crossing

© Fernando Kaskais

“I don’t have messages in my pictures…The true business of photography is to capture a bit of reality (whatever that is) on film.” – Garry Winogrand

 

© Fernando Kaskais

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Hernany

© Fernando Kaskais

“Photography deals exquisitely with appearances, but nothing is what it appears to be.” – Duane Michals

 

© Fernando Kaskais

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Half Orange

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Conceptual photography

“Something catches your eye, or your interest. You attack it in some way or observe it in some way, and try to put it in some kind of form and take a picture. It’s as simple as that.” – Elliott Erwitt

 

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Na “Fotografia Zen” o Menos é Mais

Na “Fotografia Zen” o Menos é Mais

“Sleep is the best meditation.”  Dalai Lama

Como ocidentais relativamente prósperos tornamo-nos em consumidores/acumuladores, acumulamos tudo e mais alguma coisa, e acabamos por não conseguir deitar nada fora. Como nos lembramos de quanto gastamos numa determinada coisa, ficamos com a sensação de que se a deitarmos fora, estamos a atirar dinheiro pela janela. Mas, na realidade, quanto mais coisas acumulamos, com mais tensão ou stresse ficamos porque nos preocupamos com elas. Na fotografia é um bocado assim, quanto mais coisas, ou assuntos, queremos meter numa foto, mais confusa ela fica. Quanto mais equipamento temos mais indecisos ficamos quanto àquele que devemos usar.    

Desde há alguns tempos que tenho tentado viver uma vida mais minimalista, mas embora ainda esteja muito longe desse objectivo, tinha que começar por algum lado. Comecei pela bagagem física. Menos roupas, menos tempo perdido a decidir o que vestir. Menos equipamento, menos tempo perdido a recarregar baterias, a limpar filtros e a decidir que lentes ou corpos usar. Menos peso para carregar. Menos livros, mas melhores livros, tornei-me mais selectivo naquilo que leio, não perco tempo a ler literatura de cordel, romances históricos duvidosos, ou livros de má qualidade.

Na bagagem mental comecei por passar a ver pouca, ou nenhuma televisão, salvo um ou outro filme, ou um outro jogo ou documentário realmente interessantes. Praticamente deixei de usar as redes sociais, a não ser para colocar um ou outro post sobre fotografia. Deixei de perder tempo a ler queixas, e queixinhas, bem como, opiniões, e opiniõezinhas, arremessadas para o espaço virtual como se fossem sentenças certificadas por semideuses. Na fotografia, procurei eliminar todos os elementos na foto que pudessem servir de distracção na composição final da fotografia. Esses elementos podem ser fundos confusos, repletos de carros, de pessoas, de letreiros, enfim qualquer coisa que distrai o observador do assunto principal que eu pretendo realçar na fotografia. Tento afastar-me da fotografia em multi-camadas que obrigue a uma complexa ginástica visual.

Conclusão, quero ter menos coisas com que me preocupar, menos coisas para carregar, e tento fazer imagens mais simples, e se possível, mais poderosas. Para isso, tento simplifica-las, subtraindo, em vez de adicionar mais elementos. É uma opção estética pessoal, que não invalida, nem é superior a nenhuma outra. Não quero deslumbrar ninguém com a minha fotografia, quero torná-la o mais simples possível, porque é assim que eu gosto de a ver. Simples e limpa, como um jardim japonês. Boas fotos.

© Fernando Kaskais

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Dead Angle

© Fernando Kaskais

Conceptual photography

“When subject matter is forced to fit into preconceived patterns, there can be no freshness of vision. Following rules of composition can only lead to a tedious repetition of pictorial cliches.” – Edward Weston

 

© Fernando Kaskais

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A Gull on The Lamp

© Fernando Kaskais

Conceptual photography

“A photograph doesn’t gain weight or lose weight, or change from being happy to being sad. It’s frozen. You can use it, then recycle it.” – Chuck Close

 

© Fernando Kaskais

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